
Sou filha da crítica. E, com olhar desconfiado, observo o mais descompromissado dos passos. Não sei quando comecei, mas é assim que sei ser. Com isso, não habito confortavelmente os espaços de devoção e entrega a deuses que podem tudo prover. A magia não me fascina. Aprendi a ter fé nas coisas simples. Um amanhecer colorido, um abraço apertado ou o sorriso de uma criança podem me fazer ganhar o dia. Só tem uma coisa capaz de abalar o meu duro ceticismo: a incrível e incomparável vontade humana de recomeçar. Isso sim é o verdadeiro milagre. Diário, cotidiano e universal.






